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O Ano da Astronomia. Por que 2009 é o ano da Astronomia?


O Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) é a celebração da ciência e em especial da própria Astronomia.

É bom relembrar algumas épocas e marcas da história da Astronomia. Em primeiro lugar a Astronomia é uma das ciências mais antigas do mundo, provavelmente a primeira de todas as ciências; a astronomia (ou a física - physis) tem um papel fundamental no inicio da filosofia no mundo ocidental que ocorre nos séculos VII e VI a.C.; e depois retoma com força e com uma particularidade especial no início da modernidade na segunda metade do milênio findado, com Copérnico, Galileu, Decartes, Isaac Newton, Giordano Bruno, kotler, entre outros; toma um novo e revolucionário fôlego na contemporaneidade com Albert Einstein e a famosa teoria da relatividade especial.

Mas por que 2009 é o ano da Astronomia?

Em 1609 tivemos uma das datas mais marcantes da história da Astronomia, foi quando pela primeira vez o homem pôde ver o céu não mais com os olhos desnudos ou seja a partir de Galileu Galilei pôde-se observar o céu com um telescópio, um instrumento que ajudou a revolucionar a ciência e em especial a Astronomia. Esse instrumento foi aperfeiçoado por Galileu, mas não foi construído por ele como alguns pensam. Galileu teve o mérito de desenvolvê-lo e principalmente de ter tido a ideia de usá-lo para ver o céu e não para observar navios ou inimigos à distância, mas um objetivo mais nobre: o Céu.

Com o telescópio, Galileu Galilei pôde observar a lua como nunca antes, viu que na Lua há montanhas e imensas crateras. Com esse instrumento óptico pode constatar que em Júpiter há 4 corpos que a circundam, são as grandes luas: Europa, Ganímedes (ou Ganimedes), Io e Calisto, mas sabe-se hoje que existem outros satélites naturais em Júpiter. Essa observação corrobora para a retomada do heliocentrismo (Copérnico 1554) com a afirmação de que se é possível haver outros corpos girando em torno de outros sem ser da própria Terra, então por que a terra não poderia também ela estar girando em torno de outro corpo como o Sol.

Passou-se desde então 400 anos de observações com instrumentos ópticos não mais olhos nus. E depois tivemos um outro número bem marcante que são os 40 anos do homem na Lua, isso mesmo, em 20 de Julho 1969 o homem pisa pela primeira vez na Lua, e como disse Neil Alden Armstrong quando deu esse 1º passo, "um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade".

Pela participação da Astronomia desde os primórdios do homem através de sua contemplação e “veneração” do céu, criação dos seus mitos e depois o nascimento da filosofia e da ciência, podemos observar que a astronomia tem um estreito relacionamento com o pensamento filosófico basta ver as inúmeras possibilidades que se dão de uma para a outra, eu vejo uma sinergia entre a Astronomia e a Filosofia (Pensamento) e vice versa.

Por esses motivos e tantos outros que dão a importância e relevância da Astronomia é que o ano de 2009 foi proclamado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o ano internacional da Astronomia. Esses são objetivos gerais:

Difundir na sociedade uma mentalidade científica;

Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista;

Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais;

Promover comunidades e clubes de Astronomia;

Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência;

Criar novas redes de divulgação e pesquisa e fortalecer as já existentes;

Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.


Bem, amigo leitor então mãos à obra...

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Benito Pepe, Visite meu novo Site, clique Aqui!!




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Maicon (ou Michael) Jackson e a Indústria Cultural, até na hora da sua morte



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Acabamos de assistir pela televisão transmitido para todo o Planeta pela TV norte-americana uma espécie de show-tributo-velório do maior cantor dançarino pop do mundo, Michael Jackson, algo até então nunca antes visto e transmitido dessa maneira.

Tive a oportunidade de assistir partes de velórios de famosos como o da princesa Diana que teve uma das maiores audiências televisivas do mundo até então, cerca de 2,5 bilhões de televisores ligados por este motivo. No caso de Maicon Jackson é provável que essa marca tenha sido ultrapassada.

È claro que um show-tributo-velório destes marca mais uma divisão de águas e que é digna de um homem-show como foi o Maicon Jackson, ele divide a música em épocas e agora tivemos a “oportunidade” de ver uma nova divisão de águas na transmissão televisiva, a transmissão de um velório-show-tributo.

Outra das transmissões televisivas que marcaram como divisão de águas foi a da guerra do golfo mostrada ao vivo para todo o mundo, uma espécie de espetáculo catastrófico e negro da história da humanidade e que se transmitia mostrando os céus iluminados pelos projetes e mísseis que pareciam inocentes fogos pirotécnicos. Imaginemos se tivéssemos tido a oportunidade de ver ao vivo as bombas de Hiroshima e Nagasaki sendo lançadas pelos americanos nessas cidades japonesas?

É claro que não quero falar contra a espécie de tributo que foi prestada ao Maicon Jackson, pelo contrário eu até gostava dele enquanto o artista que foi, acredito que quem fez ele ser o cara que foi no sentido da grande emoção que conseguia passar nos seus videoclipes e shows, foi a sua própria família e principalmente seu pai que lhe “propiciara” tanto sofrimento e surras como o próprio astro declarava em suas entrevistas. Essa magoa, traumas e a perda da infância lhe “proporcionaram” a eterna infantilidade que ele não pôde viver na sua verdadeira época.

Não quero falar do homem Maicon, quero falar e lembrar de um astro pop, que será inesquecível como tantos outros que passaram por este planeta o foram. Maicon Jacson fez história.

Mas o objetivo principal deste texto é lembrar o que a Indústria Cultural fez e faz com as oportunidades, umas que surgem outras que são criadas por ela própria. Não foi e não será diferente com Maicon Jackson. Brevemente veremos DVDs sendo vendidos sobre esse episódio e sobre a história do astro.

A Industria Cultural de fato não perde tempo. Desde seus primórdios, principalmente com a rádio e agora de forma triunfal com a televisão, tivemos a “chance” de ver a confusão entre realidade e ficção. A Industria Cultural pretende nos infantilizar a propósito foi esse o grande diferencial humano de maicon, ser uma eterna criança. Quando somos crianças bastam “doces” para nos alegrar depois de uma tristeza qualquer...

Maicon Jackson foi este homem-show, infantil, que com um grande coração queria sempre ver as crianças felizes, brincando e sorrindo com ele. Fizeram de uma criança desde os 5 anos de idade, tornar-se um “homem-adulto” antes da hora, ter responsabilidades e um trabalho que ele aprendeu a amar de tal forma que com suas próprias palavras “se fosse possível eu dormiria nos palcos”. È... Maicon Jackson foi mesmo um homem e um menino, uma duplicidade, uma criança-homem no palco e um homem-criança fora do palco.

Eu me diverti com Maicon Jackson, dancei suas músicas, assisti aos seus videoclipes, mas fico pensando quando separo o artista da pessoa, será que Maicon preferiria essa vida se pudesse ter escolhido outra? Ele era um prisioneiro dentro de sua mansão, era um homem que não podia viver no sentido mais amplo da palavra. Muita gente acha que ter dinheiro é o mais importante e que o resto vem com ele, mas como? Ter dinheiro e não poder usufruir? O que adianta ser criança e não poder brincar como criança, ou pior, ser homem e não poder viver como homem?

Bem, amigo leitor gostaria de finalizar fazendo uma pequena analogia. Da mesma forma que quando a infância é “quebrada” é um problema para o resto da vida daquela pessoa; ocorre o mesmo quando um homem é “desmontado” e torna-se criança ou infantiliza-se por toda a sua vida através das “informações” e transmissões da Industria Cultural que lhe “entretém” todos os dias com novelas, “jornalismos” e com programas que se misturam entre realidade e ficção confundindo nossa identidade como se confundem eles próprios.

Mas a Indústria Cultural não se importa com quem ou para quem está transmitindo. O que importa é o resultado, o Lucro que qualquer Industria almeja...

Abraços do
Benito Pepe


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A Indústria Cultural




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O que é Páscoa, qual a origem da Páscoa?



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Este Artigo eu já havia publicado há alguns anos atrás, hoje faço uma nova edição e o republico incluindo alguns pontos que foram questionados ou levantados pelos leitores da edição anterior, e complemento com outros dados. Esteja à vontade para comentar, questionar ou completar algo mais...

Começamos com o Carnaval, depois vem a 4º feira de Cinzas, em seguida inicia-se a Quaresma, vem a Semana Santa e por fim o triunfo do Cristianismo: a Páscoa! Mas há uma história aí... e algumas perguntas surgem:

O que é Quaresma?
A Quaresma são os 40 dias que antecedem ao Domingo de Ramos (início da Semana Santa) que triunfa no Domingo da Páscoa Cristã. A Quaresma começa na 4º feira de cinzas logo após o carnaval.

O que é Semana Santa?
A Semana Santa é aquela semana que os Cristãos relembram a entrada, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém, ele teria entrado em um domingo que precede a 6º feira que ele fora Crucificado (6º feira Santa) Alguns Cristãos relembram a reverência que foi dada ao mestre Jesus através de uma saudação com Ramos e folhas de Palmeiras lá em Jerusalém quando Jesus entrou na Cidade. É o chamado Domingo de Ramos, as pessoas vão à missa e levam para suas casas um pedaço de ramo como lembrança.
Vamos então a pergunta principal deste artigo...

O que é Páscoa, quando surgiu a páscoa? Ou seja: Qual a origem da Páscoa?
Antes de tudo faço um pequeno parêntese para falar da etimologia da palavra “Páscoa” que vem do aramaico pasha, ou pelo hebraico pesach, de significado discutível: para uns, deriva do hebraico pasah (saltar, pular, “Passagem”), originalmente referente a uma dança ritual; para outros, significa a passagem do sol por seu ponto mais alto numa certa constelação. No livro do Êxodo (Ex 12:13-22) a palavra relaciona-se à noite em que Iavé feriu os primogênitos do Egito e poupou (ou "saltou") as casas de israelitas, cujas travessas das portas estavam pintadas com o sangue do cordeiro pascal. (posteriormente esse cordeiro – imolado a Deus - deixa de ser um animal e passa a ser o próprio Jesus Cristo o cordeiro imolado a Deus, pelos pecados da humanidade).
Feito esse parêntese é interessante lembrar que muitos de nós ficamos felizes com a Semana Santa, com a Páscoa, momentos de nos confraternizar, nos alegrar, de dar e receber Ovos de Páscoa... Mas porquê isso? Bem, para quem ao menos gosta da História, dos símbolos e da essência dos fatos e atos ocorridos, vale continuar a leitura...
Já há alguns milênios (3,5) os Judeus já comemoravam a Páscoa. Mas como? Jesus Cristo não havia nem mesmo nascido! É verdade. No início, as comemorações da “Páscoa” já eram nesta época do ano: Março ou Abril (primavera no hemisfério norte) inicialmente era para comemorar as colheitas. Era, portanto, a festa das colheitas. A alegria de festejar e “bebemorar” com o sucesso de um período trabalhado e seus frutos (na verdade a festa da colheita era 50 dias após a páscoa). (1)

Muito bem! Mas os Pais religiosos dos Cristãos, os Judeus, foram escravizados no Egito (Império naquela época). Permaneceram como escravos muitos anos... Até que, com ajuda de Deus, conseguiram sair da escravidão e voltar à terra prometida e foi o que ocorreu por coincidência ou projeto Divino também nesta mesma época da Páscoa e, assim, então, a comemoração mais importante dos Judeus passou a ser a da Passagem (Páscoa), do Êxodo, da libertação da terra do Egito.

E agora onde está a Páscoa Cristã? A nossa Páscoa (passagem), que é, sem dúvida, a maior Festa e a maior comemoração de todas as festas Cristãs, ocorre exatamente neste mesmo período do ano, pois mais uma vez por coincidência ou projeto Divino, se passa também nesta época.

O Verbo (eterno) que é a palavra, se fez carne e veio habitar entre nós e após um pequeno período aqui na terra (3 anos) nos mostrou que nós também somos eternos, pois o que vivemos é uma Páscoa, ou seja, uma PASSAGEM! Assim sendo, Jesus o Cristo nos mostrou que aqui é apenas um local de passagem e acima de tudo é um lugar de Aprendizagem. Portanto o mais importante não é o que construímos materialmente, mas, sim, o que construímos espiritualmente. Jesus, após ser crucificado e morto, na época da festa da Páscoa judaica, pois ele havia ido até Jerusalém para as comemorações judaicas do êxodo (ele também era Judeu), Ressuscita no 3º dia e aparece aos seus discípulos algumas vezes.

Portanto, os “Cristãos”, comemoram esta época do ano como a maior de todas as festas, assim, ela é mais importante que o próprio Natal (“Nascimento de Jesus”). O Calendário Gregoriano conta os anos desde o nascimento de Cristo, mas na verdade a contagem mais “importante”, e que devem totalizar uns 1975 anos de comemorações, é a Páscoa Cristã.

É bom lembrar que toda missa de domingo ou alguns cultos é a celebração da Páscoa Cristã e nela é relembrado este sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição. O Domingo é Santo pois foi o dia em que Jesus Ressuscitou!

E o que significam os símbolos da páscoa?
Para quê os Ovos de Páscoa, e o Coelho de Páscoa...? Mais engraçado ainda é a musica: “coelhinho da páscoa o que troces p’ra mim, um ovo”... (coelho não bota Ovo!...) De qualquer maneira o raciocínio é sempre lógico como também às vezes é a Fé! Como para os Cristãos a verdadeira Vida é a Vida após esta Páscoa (Passagem) assim temos que comemorar essa nova Vida! E o que é melhor para simbolizar a vida do que o Ovo?! E o Coelho.. é lógico! Como o bichinho procria, não é mesmo? Bem, devemos lembrar também que os fatos e símbolos foram incididos em um outro mundo - o chamado mundo velho (berço da humanidade) - e com Suas Culturas, portanto também é importante lembrar que tudo em História se deve Contemporizar.

Na realidade esses símbolos que o Cristianismo “toma como seus”, eram símbolos pagãos. O Ovo para os egípcios, hindus, chineses, entre outros povos milenares era e é um símbolo da Vida, e até mesmo da Origem da Vida de alguns deuses e do próprio Universo (eles eram e muitos ainda são politeístas). O Coelho representa também a fecundidade, a fertilidade, a vida! Também se sabe que o Coelho simbolizava a Lua. A data da Festa da páscoa é definida pela lua, e é após a 1ª Lua cheia depois do início da Primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul; esse é o Domingo de Páscoa! Ocorre portanto próximo a um equinócio.

De qualquer forma o que importa é o coração e a mente do Cristão, entender esses símbolos deve ser acima de tudo um “saber” de como a História sempre será contada pelo “vencedor”! Esse fato de nós do mundo ocidental incorporarmos símbolos e representações pagãs à nossa Fé, ocorre em outras ocasiões como a própria data do nascimento de Jesus Cristo que, por não se saber qual é a data correta, se definiu, ou melhor permutou-se uma outra data pagã a “Festa do Sol” tornou-se o Natal (nascimento de Jesus) e nós nem nos lembramos disso... O Vencedor faz com que sejam esquecidas (ofuscadas) as outras datas e simbolismos antigos.

Concluindo...
O mais importante é que a Passagem (ou pulo) por esta Terra, por este Planeta, é o que temos consciência neste momento, quanto ao futuro temos a Esperança. Páscoa, portanto, é a passagem, mas não só a passagem desta vida para outra, contudo de toda a passagem por esta Vida, com todos os seus anos de Conhecimentos, Aprendizagens, Vivências e Experiências. Assim, a Páscoa é, em suma, a comemoração da VIDA! E Pela Vida!...

Feliz Páscoa para Você!
Abraços do
Benito Pepe, visite meu novo site clique Aqui!

Outro link relacionado e Interessante:
O que é carnaval, qual é a origem do Carnaval? ....

Nota:
(1) Os cinqüenta (50) dias após a Páscoa Cristã, se referem ao Pentecostes que foi quando Jesus Cristo deixa o Espírito Santo aos Apóstolos. Mas anteriormente na época precedente aos próprios Israelitas as "festas" eram distintas: Páscoa e Ázimos. O Ázimo era uma festa agrícola que começou a ser celebrada somente em Canaã e só foi unida à festa da Páscoa posteriormente.
Mais detalhes vide Textos e Notas de Rodapé da Bíblia de Jerusalém (edições Paulinas).

Bibliografia
BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Edições Paulinas.
Enciclopédia Barsa Planeta Internacional.

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O que é Big Brother, quem é o Big Brother e como surgiu o Big Brother?




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Comecemos com algumas perguntas: Como surgiu a idéia do Big Brother?; O que é Big Brother?; Qual é o propósito do Big Brother? Quem é o Big Brother? Todos esses questionamentos nos geram outras reflexões, entre elas: isso é “Só” um Reality Show?

Vamos começar falando da origem do Big Brother nos Estados unidos, mas antes precisamos esclarecer um pouquinho alguns pontos. Um deles é o termo Industria Cultural, de maneira geral, poderíamos dizer que é uma indústria como “qualquer outra”, por exemplo a indústria têxtil; a indústria automobilística; etc. Como qualquer Indústria, precisa produzir algo para sobreviver. E é portanto o caso da Industria Cultural, que é formada principalmente pela Rádio e pela Televisão, além de Revistas, Jornais, Cinema, etc.

Como disse os principais produtores e próprios veículos da Indústria Cultura são as Rádios e a Televisão. A TV com muito mais força evidentemente por atingir uma massa, não só através do Som, como pela Imagem que dá muito mais Poder à Indústria Cultural.

A Televisão precisa produzir Telenovelas, seriados, programas de auditório, telejornais, entretenimentos, etc. Um dos problemas é que tais produtos muitas vezes se confundem. Confundi-se Realidade com Ficção.

Outro ponto que não pode de maneira nenhuma ser esquecido é saber quem Paga para esses programas estarem no ar... Seja uma novela, seriado, ou mesmo telejornais e noticiários... Podemos dar alguns exemplos hipotéticos. Imaginemos que uma indústria tabagistas esteja patrocinando uma Novela (coisa que não ocorre mais no Brasil), eu pergunto ao amigo leitor, não seria interessante que nessa novela se “mostrasse” pessoas fumando com certa freqüência e em momentos especiais? Bem, damos outro exemplo: e se fosse uma empresa que tivesse grande participação no governo de um certo Estado do país, e essa empresa fosse patrocinadora de um programa jornalístico onde estivesse sendo debatido um tema contra tal Estado, de maneira que prejudicasse a imagem dessa empresa. Será que os patrocinadores não interviriam?

Esses foram apenas alguns pontos que acho importantes para entrarmos propriamente no tema principal: Big Brother.

O “Reality Show” esteve em moda em quase todo o Mundo Ocidental. Como surgiu a idéia do primeiro Reality Show?

Que a televisão tem um poder de convencimento muitas vezes inimaginável e não percebido por muitos dos telespectadores é óbvio para alguns que analisam e pensam um pouquinho. Para retratar esse fato o cinema produziu alguns filmes. São eles: Rede de Intrigas, Mera Coincidência, e O Show de Truman. Este último se você ainda não assistiu recomendo que o faça, foi daí que surgiu a idéia do Reality Show (“Big Brother” no Brasil), se possível assista aos outros também.

O Show de Truman faz um jogo de palavras em Inglês com “True” (Verdadeiro) e “Man” (Homem); a palavra “Show” sabemos que significa Espetáculo, então Show de Truman quer dizer: “Espetáculo do Homem Verdadeiro”. Este filme mostra um jovem chamado “Truman” que desde que nasceu foi entregue a um programa de televisão que se chama, “Truman Show” que é transmitido ao vivo por longos anos ininterruptamente. Esse menino cresceu e viveu toda a sua vida sem saber que estava em um programa de televisão e que as demais pessoas que conviviam com ele eram apenas coadjuvantes, estas sim sabedoras do programa, mas Truman não sabia de nada...

Um dia Truman descobre a Verdade e tem que tomar uma decisão: sair do programa ou permanecer no show. É obvio que o rapaz decide sair. Agora, a maior questão de reflexão não está com o garoto, mas no público que assiste em sua casa e que se encontra confuso com toda essa situação, não entendendo o que é realidade (verdade) e o que é ficção (mentira). O rapaz consegue saber que estava em uma mentira (após descobrir o fato), entretanto os telespectadores não distinguem mais o que é verdade e o que é falso (mentira).

Isso ocorre também nos noticiários, nos programas jornalísticos, programas de auditórios e nas telenovelas, entre outros produtos televisivos.

O Filme “Show de Truman” foi o embrião imaginário para um programa norte americano que passou a ser copiado no Brasil através de dois programas, o mais famoso e que mantém os direitos de exclusividade é o “Big Brother Brasil” transmitido pela Rede Globo. O outro foi a “Casa dos Artistas” que fora transmitido pelo SBT.

Mas, então, o que significa Big Brother ou Grande Irmão (Irmão mais velho)?

O termo nasce dentro de um Romance, escrito por George Orwell em 1948 como se estivesse no “futuro” em 1984 (“1984”, se torna o título do Livro) descreve uma sociedade totalitária na qual todos são vigiados permanentemente por câmeras de televisão. Um dos personagens chama-se Grande Irmão ou em inglês: Big Brother.

Quem infringisse alguma lei ou regra era torturado e eliminado (seria uma espécie de paredão?). Bem, no caso desse livro as pessoas não conviviam umas com as outras e sentiam a necessidade natural de se comunicar. Para isso se dirigiam a uma tela de televisão e ouviam o Grande Irmão (Big Brother), que os vigiava e falava com eles. Na verdade aquele não era o Pedro Bial, simpático e amigável que temos na Tela através da Rede Globo; era um “Irmão mais velho” que estava ali só para dar ordens.

Existia também na narrativa do Livro, “1984”, um “Ministério da Verdade” com o objetivo de produzir mentiras, trocando os fatos verdadeiros, ou seja, “mostrando” a “verdade” distorcida ou mudando os sentidos das palavras (“novilínguas”).

Este livro tem como objetivo mostrar o que uma Sociedade de Controle pode fazer com corpos e mentes: controlá-los, através de sistemas de vigilâncias em sociedades totalitárias.

É claro que este objetivo nobre, mostrar o que se passa em uma sociedade de controle, pode ser observado claramente na leitura do livro, mas não podemos falar o mesmo dos programas de televisão que foram e Vão ao ar pelo Mundo Ocidental. Nestes a “massa” que os assistem percebem um programa de entretenimento e diversão. É bom lembrarmos que na Indústria Cultural, “deve” ser assim... tornar dócil e infantilizado um “publico” que, como crianças ao receber balas, se calam...

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O que é Carnaval, qual é a origem do Carnaval?



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Há muita controvérsia quando se fala em carnaval, dizem haver apologias obscuras e de origem pagã, outros só vêem uma festa como outra qualquer. Bem, vamos discorrer um pouco sobre este tema historicamente até os dias de hoje; o que é Carnaval e qual é a origem do Carnaval?

O carnaval é uma das festas mais populares do Brasil para não se dizer a maior de todas. Ocorrem diversas manifestações por todo o país com características particulares. Na Bahia por exemplo há os famosos, e agora internacionais, “Trio-elétricos”. Em Pernambuco e região o “Frevo”. No Rio de Janeiro ocorre o conhecido internacionalmente desfile das escolas de Samba apresentando o maior show do mundo. E essa festa não ocorre só no Brasil mas em diversos países.
O momento mais forte são os 3 dias que precedem a quaresma (quarenta dias antes da Páscoa) que inicia na 4º feira de cinzas. Nesse momento o povo se vale da etimologia da palavra, carnevale, que pode significar que a carne vale naquele momento, ou seja, não precisa se abster da carne pois a quaresma começa na 4º feira de cinzas aí sim se deve abster da carne e dos prazeres da carne durante o período que antecede à Páscoa.

No Verbete “Carnaval” na Enciclopédia Barsa se lê:

Não se sabe ao certo qual a origem da palavra carnaval. Na opinião de Antenor Nascentes, se aplicava originariamente à terça-feira gorda, a partir de quando a Igreja Católica proibia o consumo de carne. Outros etimólogos propõem como origem o baixo latim carnelevamen, modificado mais tarde em carne, vale! que significa "adeus, carne!" Carnelevamen pode ser interpretado como carnis levamen, "prazer da carne", antes das tristezas e continências que marcam o período da Quaresma.

Nem sempre foram aceitas as festividades carnavalescas pela Igreja Católica e muito menos por outras congregações religiosas cristãs. As atitudes desregradas e as apologias não são aceitas pelo cristianismo e em particular pela Igreja Católica e ainda causam litígios constantes na “passarela do samba” nos desfiles das “escolas” por causa de situações que deixam conflitos entre ambos. Apesar de tudo há uma certa tolerância por parte da Igreja, e é ela própria que define a data para o inicio da quaresma e portanto para o carnaval ou carne vale antes da quaresma. Esta festa do carnaval acaba em penitência, na tristeza das cinzas.

Onde surgiu o carnaval?

Sua origem na verdade é obscura, acreditá-se que tinha relação religiosa em honra ao ressurgimento da primavera (hemisfério norte). E mais provavelmente e historicamente mais recentemente teve seu apoio em celebrações de caráter orgíaco a exemplo das bacanais e das saturnais romanas. Portanto sua origem recente é pagã.

Como disse,

A origem do carnaval é também objeto de controvérsia, mas tem sido freqüentemente atribuída à sobrevivência e evolução do culto de Ísis, das bacanais, lupercais e saturnais romanas, das festas em homenagem a Dioniso, na Grécia, e até mesmo das festas dos inocentes e dos doidos, na Idade Média. Por sucessivos processos de deformação e abrandamento, essas festas teriam dado origem aos carnavais dos tempos modernos, como os que se realizam em Nice, Paris, Roma, Veneza, Nápoles, Florença, Munique e Colônia. Independentemente de sua origem, é certo que o carnaval já existia na antiguidade clássica e até mesmo na pré-clássica, com danças ruidosas, máscaras e a licenciosidade que se conservam até a época contemporânea. (Enciclopédia Barsa)

O Carnaval na Época do Renascimento e tempos modernos

Na modernidade o carnaval perde suas características originais e deixa de ser uma festa com outros propósitos a não ser o da diversão. (vide no final deste texto que algo parecido ocorre com a data do Natal – 25 de dezembro)

Introduzido pelo papa Paulo II, o baile de máscaras começou a fazer sucesso nos séculos XV e XVI, na Itália e também na França, onde sobreviveu durante a revolução francesa e depois dela, com um período de renascimento entre 1830 e 1850. Ainda no século XIX, em Londres, ficou famoso o baile promovido pelo Instituto Real de Pintores e Aquarelistas em 1884, quando os artistas ingleses se fantasiaram com máscaras dos mestres do passado ou de príncipes e monarcas amigos.

O carnaval transformou-se, assim, numa celebração ordeira de caráter artístico, com bailes e desfiles alegóricos, forma que iria aos poucos desaparecer na Europa, entre o final do século XIX e início do século XX. Essas características, no entanto, sobreviveram em carnavais de algumas cidades européias, entre as quais Munique e Nice.

Como vemos o Carnaval teve uma origem paga, mas com o passar do tempo foi adquirindo outros propósitos e hoje a grande maioria dos foliões só vêem no Carnaval uma festa popular para brincar, pular e se divertir.

O Carnaval no Brasil

O entrudo português constituiu, no Brasil colonial e monárquico, a forma mais comum de brincar o carnaval. Consistia num folguedo violento: eram atiradas sobre as pessoas água, farinha, cal e outras substâncias que molhavam e sujavam o transeunte. Proibido no Rio de Janeiro pelo prefeito Pereira Passos, em 1904, e alvo de protestos na imprensa, o entrudo civilizou-se progressivamente até o aparecimento de outros instrumentos de brincadeiras: o confete, a serpentina e o lança-perfume.

O Carnaval Carioca

O Zé-Pereira (tocador de bombo) marcou época nos antigos carnavais do Rio de Janeiro. O sapateiro português José Nogueira de Azevedo teria sido o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia carnavalesca com zabumbas e tambores, percutidos em passeata pelas ruas. Meio século mais tarde, o ator Francisco Correia Vasques encenou uma paródia de Les Pompiers de Nanterre (Os bombeiros de Nanterre), na qual cantou a quadrinha que celebrizou o já consagrado personagem carnavalesco: "E viva o Zé-Pereira / Pois que a ninguém faz mal / Viva a bebedeira / Nos dias de carnaval."

Sociedades carnavalescas

O carnaval como em qualquer outra atividade popular há e houve organizações com objetivos mais nobres.

As grandes sociedades que apareceram na segunda metade do século XIX não se limitavam aos desfiles carnavalescos. Seu prestígio se apoiava também em atividades sociais e políticas. Os integrantes das sociedades eram cidadãos participantes da vida nacional, abolicionistas e republicanos, e os grandes clubes funcionavam também como sociedades literárias e musicais. Nos chamados carros de crítica, tomavam posição contra abusos e erros das autoridades ou a propósito de questões em que a coletividade estivesse empenhada.

Escolas de samba

Algo “parecido” com as sociedades carnavalescas ocorrem em algumas escolas de samba do Rio de Janeiro, é o caso de escolas que promovem assistências sócias, curso para a comunidade, e tantas outras atividades sociais em suas quadras. Também há escolas que promovem bons enredos com ensinamento histórico relevante, é feito um bom trabalho de pesquisas e é apresentado ao público um show inesquecível de cultura e maravilhas. Como disse “Joãozinho trinta” famoso carnavalesco do Rio de Janeiro a alegria é uma das maiores energias que o homem já conheceu. Em suas próprias palavras:

...depois da energia elétrica, que pôde fazer a revolução industrial, o que fez, depois da energia atômica, que pode fazer tudo, mas, também, acabar com tudo, eu acredito que a energia mais importante é a sua Vida - eu falo por experiência, com convicção -, que a mais importante energia da vida se chama alegria. A alegria é capaz de dinamizar, de energizar, a vida em todas as suas nuances. (1)

Lembrando um pouco as origens das escolas de samba no Rio de Janeiro...

A Deixa Falar, do bairro do Estácio, que reunia os sambistas Nilton Bastos, Ismael Silva e Alcebíades Barcelos (Bide), foi a primeira escola de samba do Rio de Janeiro, fundada em 1928. A praça Onze foi eleita pelos sambistas para as concentrações nos domingos e terças-feiras de carnaval. Logo se multiplicaram as agremiações, algumas das quais desapareceram com pouco tempo de existência e outras prosperaram, como a Estação Primeira, do morro da Mangueira; a Vai Como Pode, futura Portela, do bairro de Madureira, e outras.

Considerações finais e uma piadinha Cristã

O fato é que hoje as pessoas que brincam nas ruas, vão para os blocos de carnaval, para clubes com seus filhos, vão à Passarela do Samba assistir aos desfiles das suas “escolas” e tantas outras festividades; essas pessoas não têm nenhuma idéia da origem e da história do Carnaval, o que elas querem é brincar e se divertir. Não entendo porque ainda há pessoas que dizem que o Carnaval é a festa do diabo, aliás uma vez eu estava em um retiro espiritual no período carnavalesco e o padre contou a seguinte piada:

Um senhor disse para outro - dizem que o inferno é igual ao carnaval a carne vale, podemos fazer o que queremos, prazeres carnais à vontade, mulheres, musica, bebidas à vontade etc. Se o inferno é assim eu quero ir para lá. Então esse senhor morreu e foi para o inferno, ao chegar lá o calor era tanto que ele ardia em brasas, era um calor infernal (claro estava no inferno). Bem o fato é que ele foi conversar com o capeta chefe. – olha meu “amigo”, me disseram que o inferno era igual ao carnaval e agora estou eu aqui nesse lugar muito diferente do “samba” que vivia no meu país, o que está havendo? O chefe do calorento recinto disse: meu camarada aquele era apenas o departamento de marketing do inferno...

Uma Observação final!

Não esqueçamos que o dia de Natal, 25 de dezembro, também teve nessa data uma outra origem pagã, era a festa do Sol o início do inverno no hemisfério norte. Por exemplo em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno.

Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol.

Só em 350 e por decreto do papa Júlio I que o nascimento de Cristo passou a ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.

E não por isso deixamos de comemorar esta data como se fosse a do nascimento de Cristo, por não sabermos qual é data real, modificamos uma outra “festa paga” para nossos propósitos cristãos, e quem é que se lembra disso?

Bem, acho que o que mais interessa é o coração da pessoa, a onde ele está, e qual é o seu propósito. Aliás há cristãos até dentro de igrejas com propósitos menos nobres do que alguns carnavalescos.

Bom Carne vale,
Abraços do
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Outros Links Interessantes:
O que é Páscoa, qual a origem da Páscoa?

Nota:
(1) “Joãozinho trinta” - João Clemente Jorge Trinta - em entrevista para “Brasília em Dia”

Bibliografia
Barsa Planeta Internacional Ltda.
Enciclopédia Mirador

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A origem do Universo e da Vida (há vida só aqui na Terra?)



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Quando falamos em Universo e Vida vem à nossa mente de forma inevitável a pergunta: Estamos sozinhos no Universo ou há vida em outros lugares além do Planeta Terra?

Vou colocar para reflexão inicial uma frase de Carl Sagan: - "Às vezes acredito que há vida em outros planetas às vezes eu acredito que não. Em qualquer dos casos, a conclusão é assombrosa." Em outras palavras: Da mesma maneira é fascinante, pensarmos que estamos sozinhos neste universo ou pensar que haja outras vidas em outros planetas ou “corpos” celestes no cosmos...

Amigo leitor só há essas duas possibilidades estamos sozinhos no cosmos e isso seria um “desperdício de espaço” incrível, ou estamos acompanhados. Não é realmente fascinante qualquer que seja a situação?

Bem, vamos começar. Primeiramente temos que entender o que é Universo e o que é Vida.
O que você acha que é o Universo? O que você pensa que é Vida?

Universo é tudo o que existe (ponto). É isso mesmo, para que não haja dúvida e falem em Universos paralelos, outras dimensões etc. Portanto tudo o que houver é o Universo.

Para se falar em o que é “Vida” já é mais complicado, no entanto podemos dar algumas características pelo que a ciência conhece nos dias de hoje sobre o que seja vida: em princípio “toda vida tem que ter células”, aliás a célula bacteriana foi provavelmente a primeira forma de vida no Planeta, daí teríamos tido uma evolução e diversas outras formas de vida foram surgindo saindo inicialmente do Mar. Esse é um fato aceito pela maioria dos estudiosos da origem da Vida.

É fato também que a vida é uma soma de outras vidas, como sabemos nosso organismo é composto por células. Interessante também é lembrarmos que muitos dos seres vivos animais devoram outros seres vivos para Viver, e é o nosso caso: nos alimentamos de outros animais.

Entretanto, filosoficamente falando, com relação ao homem abrimos um outro ponto: o homem é um ser diferente, pois é um ser que pensa o Ser. É um ser que pensa a existência, pensa a vida, pensa a morte, pensa o cosmos. Essa é sem dúvida uma experiência que poucos seres no universo têm, ou seremos só nós? Ao menos no Planeta terra, somos só nós.

Desenvolvemos: “Conhecimento Vulgar”, Cultura, Religião, Filosofia, Ciência. E com o desenvolvimento de nossa capacidade de emitir sons, falar, através de um canal de nosso aparelho digestivo: a boca; pudemos desde tempos remotos transmitir “conhecimentos”; depois desenvolvemos a Escrita Cuneiforme (4000 a.C) o alfabeto (+ ou – 1000 a.C) e assim passamos a disponibilizar de maneira “eterna” nossos “conhecimentos” para todas as gerações; desenvolvemos a imprensa com Gutenberg (séc XV) e assim multiplicamos os leitores; e por fim agora com a Internet distribuímos o “conhecimento” de uma maneira inimaginável até então.

Voltemos ao tema: Vida! Não podemos determinar claramente o que é vida. Há grupos místicos ou religiosos que afirmam que a vida está em tudo.... não podemos esquecer o transcendente ainda que filosoficamente. Devemos ter grande respeito ao que nos transcende: o Universo nossa origem cósmica (somos poeiras das estrelas). A terra, muito menos ela, pode ser desprezada. Somos parte da natureza quanto a isso não há dúvida, temos em nosso organismo vários dos componentes contidos no planeta Terra: Oxigênio (65%), Carbono (18,5 %), Hidrogênio (9,5%), Nitrogênio (3,2%), e tantos outros metais encontrados na natureza.

Por que somos poeira das estrelas? Bem, o fato é que sabemos que nebulosas formam estrelas e as “poeiras” que darão origem àquela estrela podem ter sido já o resíduo (a poeira) de outras estrelas. Cada estrela que “morre” deixa elementos mais pesados que a anterior, cada nova geração tem portanto as condições e quantidades maiores de elementos químicos que podem possibilitar a Vida. O nosso Sol por exemplo é de terceira geração ou seja morreram antes dele surgir duas gerações de estrelas que deixaram elementos químicos mais pesados uma para as outras e que possibilitaram a vida nesse resíduo de “poeira” que desenvolveu a nossa Estrela, o Sol e o Planeta Terra.

Como diz Andreeta:

Sabemos que tudo o que existe no nosso universo (e também nós mesmos) é constituído de minúsculas partículas de matéria e de energia, e que forças naturais atuam sobre essas partículas, aglomerando-as para formar tudo o que existe. Porém, hoje não existe mais distinção entre matéria e energia. Segundo Einstein, matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma “substancia quântica universal”. Os conhecimentos científicos atuais parecem, portanto, convergir com os da filosofia antiga, que afirmam que tudo o que existe deve provir de uma única fonte. (2004, p.9).

Há um ponto que precisamos refletir quanto a nossa origem e quanto à natureza e o nosso esquecimento de imanência (pertencimento) a ela. Para corroborar com esse pensamento cito um trecho que menciono no tópico: A Astronomia e o Esquecimento do Céu, também postado por mim. Brockelman diz:

O que perdemos, portanto, foi a habilidade de ver nossa vida como parte de uma ordem e uma realidade mais amplas, para além de nossos transitórios desejos e sonhos diários. Ao ver a natureza e todo o universo como uma “matéria” posta aqui para nossa transformação e uso infinitamente produtivos, reduzimos a realidade a um mero valor extrínseco para nós; ela não é mais vivenciada como intrinsecamente valiosa em si. Por conseqüência, perdemos todo senso de pertencer a um drama e a uma realidade mais vastos e significativos. (2001, p.23)

Quanto a essa questão da origem do universo e/ou da vida, há diversos “grupos” espalhados pelo planeta que em épocas distintas da história da humanidade tiveram e têm seus próprios “mitos” de criação (quando falo em mito refiro-me a palavra grega mythos, que tem um sentido muito mais amplo). Vide o nosso exemplo do mundo ocidental com origem Judaico-Greco-Romana-Cristã. Não vamos entrar nesse ponto, até porque este não é um artigo religioso, mas quero lembrar que são inúmeros estes relatos da origem do Universo e da Vida. Mas, no mínimo, devemos respeitar os nossos antepassados e as idéias quanto ao Criacionismo.

Falando “cientificamente” temos em uma Linha do Tempo da Criação:

No “inicio” era a Singularidade infinita (um ponto - há 13,7 bilhões de anos atrás);

Nos primeiros micro-segundos as forças gravitacionais e nucleares se separam;

Entre 1 e 3 minutos a Matéria surge em partículas, juntamente com o hélio e o hidrogênio;

300.000 anos depois: hidrogênio e hélio formam nuvens encaroçadas;

Entre e 1 e 5 bilhões de anos: forma-se cerca de 50 bilhões de galáxias;

8 bilhões de anos depois surge o Sol e os planetas do sistema solar;

Alguns bilhões de anos depois surge a Vida na Terra, no inicio apenas formas microscópicas;

Entre 3 e 4 bilhões de anos atrás: DNA, fotossíntese, e regeneração sexual;

Há 700 milhões de anos surgem as criaturas multicelulares no oceano;

Há 550 milhões de anos os primeiros moluscos de concha aparecem, também novas formas de vida marinha como peixes e animais mamíferos surgirão daí;

400 milhões de anos, a vida emerge do oceano;

Há 235 milhões de anos, aparecem os dinossauros; [há 65 milhões de anos são extintos os dinossauros que viveram aqui durante 170 milhões de anos – nós só estamos aqui há 2 milhões.].

Há 216 milhões de anos, aparecem os primeiros mamíferos;

210 milhões de anos atrás, ocorre a ruptura da pangéia e formação de continentes;

2,8 milhões de anos surgem os primeiros humanos: Homo habilis.

1 milhão de anos – o Homo erectus.

Entre 200 e 300.000 anos atrás – Arcaico Homo sapiens.

Hoje “a ciência vê o Todo na nova cosmologia”.

Em se falando em “ver o Todo”, não poderíamos deixar de mencionar a física quântica e quanto a isso cito o que diz Andreeta:

Vistos no plano atômico, todos os corpos que constituem o universo do ser humano possuem um comportamento dinâmico de troca de partículas. Os átomos que estão agregados aos corpos não são permanentes. Eles fluem constantemente através dos corpos sólidos: a pedra e o corpo físico humano compartilham os mesmos átomos. (...) Como os átomos fluem constantemente de um corpo para outro, a separação entre os corpos é, portanto, ilusória. Mesmo que o ser humano queira, não pode se isolar dela e de nada. (2004, p.20).

Bem amigo leitor, uma coisa é certa: o milagre de ser é impressionante. Apesar de nem sempre termos sido o que somos hoje, nós Somos! E no amanha... o que Seremos?

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Links relacionados com esta postagem:

A Astronomia e o Esquecimento do Céu.

A Estrada do Tempo e da Vida.

O Universo é Finito?

Do Mito à Filosofia, o Caso da Astronomia.

Considerações finais quanto ao texto “A Filosofia e a Astronomia: instancias em que o thauma aparece”


Referências Bibliográficas:

ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza? : a realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.


BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.


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O que é filosofia? O que faz um filósofo? Para que estudar filosofia?



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Sentir o que é filosofia talvez seja mais fácil do que falar o que é filosofia. De qualquer maneira vamos explanar um pouco este tema.

Poderíamos dizer que filosofia é pensamento; é reflexão; é questionamento. Mas também é produção. Sim é produção a partir do momento que entendamos o que significa produção. Produção é modificar algo em outro algo (ou um ser em outro ser). Por exemplo, quando tomamos alguns insumos como: aço, borracha, plástico e outros derivados e os transformamos em um automóvel, isso é produção. Quando ampliamos um pensamento e transformamos um ser humano em um ser melhor e mais culto, isto é produção.

No entanto quando falo em produção aqui neste contexto refiro-me a produção-modificação que a filosofia “propiciou e propicia” na face do planeta terra. A modificação ocorrida no pensamento do mundo ocidental na Grécia antiga e precisamente a partir do final do século VII e início do VI a.C se deve à filosofia, e teve seu começo em Tales da colônia grega de Mileto por isso chamado Tales de Mileto. Este filósofo e outros tantos deste período da história da filosofia (filósofos da natureza) estavam insatisfeitos com as explicações que eram dadas pelos “deuses gregos” sobre os fatos ocorridos na natureza. Os fenômenos naturais deveriam ser explicados pela própria natureza e não pelos deuses, pensavam eles.

Filosofar é correr riscos, quando queremos produzir pensamentos que sejam manifestados, devemos estar abertos às críticas. Quem não expõe um pensamento, não corre risco, mas continuará dentro da sua casca de ovo (dentro da sua caverna). Não sairá para conhecer o “lado de fora” e nem possibilitará a outros que o façam.

Jean-Toussaint Desanti, prefaciando o livro: Uma história da Razão de François Châtelet escreve falando sobre Châtelet que ele...

Não guardava nada só para si, nem sua força vital, nem seu pensamento, nem seu saber. François era o homem da doação. Por isso, eu o chamo “filósofo”, no sentido primeiro da palavra. De fato, que é a filosofia, a não ser essa obstinação no dispêndio do pensamento, que reúne, exprime e oferece em partilha, dando assim, sempre e sem cessar, “algo para pensar” a quem quiser ouvir?

Jean, continua dizendo:

... a filosofia é no fundo uma atividade corporal e prática. E é preciso que assim seja, pois o filósofo só pode atingir o outro, com sua palavra, expondo-se a si mesmo como sujeito falante, sujeito visível e, em última análise, público.
Assim, ele tem que assumir os riscos dessa posição. Isso significa aceitar expor-se diante das circunstâncias e para o público em plena luz. Nada de retirar-se comodamente para o gozo altivo de um pensamento solitário.(p.7-8)

Muitas vezes é mais cômodo ficarmos dentro de nossa caverna... porém a filosofia desde seus primórdios mostra o contrário, é preciso sair, ir às praças públicas, escrever, publicar, falar... enfim é preciso pensar.

Os maiores questionamentos da humanidade são questões filosóficas. Mas há um “problema”, é que o pensamento, a filosofia pode desafiar nossas crenças mais profundas e fundamentais.

Questões como: Deus existe ou não, são crenças filosóficas. Se você acredita ou não é da mesma maneira uma questão de fé, estará fora da razão dizer sim eu creio ou não eu não creio. Outras questões não menos importantes dizem respeito ao cosmos. Como ele surgiu? Por que existimos? Por que morremos? Estas e tantas outras questões foram e são minuciosamente examinadas por filósofos, pensadores.

Nos dias de hoje questões como o aborto, direitos dos animais, direitos humanos, direitos das crianças, questões ambientais, ética nas profissões, guerras, liberdade de expressão, células tronco, etc. são todas questões de importante dimensão filosófica. “Só por isso” já teríamos um bom motivo para estudar filosofia. Pessoas que não reflitam sobre temas de tal magnitude não estão preparadas ou melhor estão em desvantagem para conviver nessa sociedade e confrontar o que é “verdadeiro”.

Os filósofos questionam fundamentos. Aliás as crianças também o fazem, todos nascemos filósofos e com o passar do tempo “esquecemos” de ser filósofos, esquecemos de perguntar, achamos que sabemos tudo, criamos fundamentos, temos crenças que nos foram ensinadas e a tomamos como uma verdade absoluta. Com nossos fundamentalismos achamos que as coisas são óbvias. Paramos de questionar.

Deveríamos nos lembrar de Sócrates quando dizia: só sei que nada sei. E por isso estava aberto ao aprendizado, ao questionamento, ao novo... ao lado de fora da caverna.

Mas o pensamento, o questionamento pode nos dar vertigem intelectual e assim o nosso chão a nossa base pode sair do lugar e com isso podemos sofrer com a perda do nosso apoio. É por isso que muitos preferem não pensar sobre tantas questões filosóficas, preferem ficar onde se sentem seguros.

A pesar de tudo, desse “sofrimento” intelectual é que os “avanços” da humanidade e o “conhecimento” científico ocorrem. E foi e é através da dúvida sobre o que muitos tomam como certo, que outros, com a mente aberta e questionadora estão prontos para a produção. Temos como exemplo Einstein no século XX que revoluciona o conhecimento da Física gravitacional com a teoria da relatividade.

No entanto não ficam só no campo da ciência esses questionamentos, temos questões morais, éticas e tantas outras que podem ser revolucionadas. Se não houvesse pessoas que não considerassem como óbvio e normal a escravidão, ela existiria até os dias de hoje. E os direitos das mulheres? Portanto caro leitor o óbvio, o “dado” pela sociedade hoje pode não ser o óbvio amanhã, pense nisso.

“A vida não examinada não merece ser vivida” (frase atribuída a Sócrates)

Os exames, os questionamentos filosóficos são feitos através da razão, mas é claro que a razão tem seus limites. Costumo questionar: a humanidade tem aproximadamente um milhão de anos e a razão como a concebemos hoje só tem 2500 anos, por que temos que pensar sempre através dessa razão? (mas esse é apenas mais um “pedaço de carvão na fogueira”) Nós podemos questionar o próprio pensamento, ou os ferramentais do pensamento, olha aonde a filosofia chegou...

Então, mesmo que a razão não possa encontrar todas as respostas, pelo menos é um dos caminhos iluminados para esse objetivo. E mesmo quando não encontra as respostas deve continuar questionando, pois pode explanar que o óbvio pode não ser óbvio.

O filme Matrix mostra um dos bons questionamentos filosóficos, para quem não assistiu eu recomendo veementemente que o faça o quanto antes, principalmente o número um da série. Ali se questiona a existência, a realidade, ou na idéia de Descartes (1596-1650), quando estamos dormindo pensamos que o nosso sonho é algo real, alguns suam, choram, gritam e chegam ao êxtase durante o sonho, quando acordam percebem que era ‘apenas’ um sonho. E será que nós não vivemos um sonho dentro de algo maior? Estaríamos dormindo e sonhando?

O Estudo da filosofia, do desenvolvimento das habilidades do pensamento por si só, ainda que não tivessem um propósito definido, já seriam suficientes para o nosso desenvolvimento em todos os campos do saber. Por exemplo: A capacidade de identificar um disparate lógico, evitar palavreado evasivo, ser relevante, expor uma idéia de maneira clara e precisa, etc. São habilidades convenientes seja qual for a sua área de atividade.

Os benefícios do estudo da filosofia têm outros propósitos nobres, ajuda-nos a imunizarmo-nos dos políticos astutos e charlatões de plantão, para fazer um trocadilho, para isso temos Platão (século IV a.C).

Além do mais e para finalizar, há também alguns estudos que demonstram que os alunos que estudam e debatem as questões filosóficas em sala de aula desenvolvem mais sua inteligência intelectual e social.

Outras considerações quanto ao tema deste artigo:

Etimologicamente falando a filosofia vem do grego e é composta por duas palavras, Philo e Sophía (ou Filo e Sofia). Filo quer dizer aquele que tem um sentimento amigável, daí a palavra filantropia. E Sofia quer dizer “sabedoria”. Portanto filosofia quer dizer aquele que tem amizade ou amor ao saber à sabedoria.

Atribui-se a Pitágoras de Samos (século V a.C) a invenção da palavra “filosofia”. Pitágoras dizia que só os deuses têm a sabedoria plena. E aos homens só é possível amar, ter amizade ao saber.

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Leia também:

Do mito, à filosofia o caso da astronomia.

A Filosofia

Referências bibliográficas:

CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.

STEPHEN, Law, Guia ilustrado Zahar: filosofia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar ed. 2008.


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O tempo está passando mais rápido?





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Esta é uma pergunta que muitos fazem constantemente, e a resposta é sempre afirmativa para a maioria das pessoas, pois sentem realmente o tempo “voando”, entretanto a resposta está Certa e Errada. É, Sim, o tempo está “expandindo” rapidamente, porém também é Não! (não tem como percebermos).

Ela é Sim pois de fato há uma aceleração da expansão do universo e portanto do tempo, mas isto ocorre em escalas que não podem ser sentidas pelos seres deste planeta, isto é tão imensamente maior, que nossos sentidos não podem perceber o que ocorre, é como se puséssemos uma formiga em um automóvel e acelerássemos este carro, ela lá dentro não perceberia o que está ocorrendo. Eu exagerei neste exemplo para ficar bem claro que a expansão do universo ainda que em aceleração não faz diferença para nós que na verdade não somos formigas neste carro, mas algo bem menor do que bactérias invisíveis para o cosmos.

Então a resposta também é Não! O tempo não está passando mais rápido? Não, não está passando mais rápido. Por que então nós sentimos que um ano, por exemplo, passa cada vez mais rápido do que o outro, começamos no dia 1* de Janeiro, daqui a pouco já é carnaval, logo chega a páscoa, depois vem as festas juninas e o inverno logo passa (refiro-me ao hemisfério sul) é chegada a primavera, vem o verão... é natal novamente e... pronto. Acabou mais um ano, mas isto ocorre mesmo? Como pode ocorrer isto?

Isto é apenas uma conseqüência da Percepção, da Observação, da Rotina em que vivemos. A sensação do tempo depende de nossa vida e das experiências vivenciadas. A nossa mente sente o tempo passar através dos movimentos percebidos, das observações, ou da Rotina e isto é computado em nosso cérebro de forma similar ao computador que entra em uma pagina da internet pela primeira vez de forma mais lenta e depois de “conhecer” o caminho “carrega” mais rapidamente a página da próxima vez, assim quando vivemos uma nova experiência a vivemos mais lentamente, ela parece mais demorada, ela é mais observada mais percebida pois nosso cérebro precisa apreender as novas informações os novos caminhos. Outro exemplo facilmente compreensível é propriamente os caminhos para uma viagem de automóvel. Normalmente quando vamos pela primeira vez a algum lugar distante nos parece mais longe do que quando vamos várias vezes depois, isto ocorre porque o cérebro a primeira vez estava com mais atenção e observando tudo à sua volta, o caminho as placas etc, quando já sabemos o caminho de “cor e salteado” não nos preocupamos com detalhes, assim nos “distraímos” com outras coisas e quando vemos já chegamos ao destino.

Outra forma de vermos isto é fazendo uma analogia com o tempo de vida de cada pessoa e a proporcionalidade com o tempo total de sua vida. Considerando uma vida humana em 100 anos para facilitar as contas que vou apresentar. Temos que uma criança de 1 aninho terá vivido apenas 1% do seu tempo, uma criança de 10 anos – 10% e assim sucessivamente. Outra analogia é notarmos que para uma criança de 1 aninho chegar ao próximo natal levará 1 ano como todos nós, mas para ela isto corresponde a tudo o que ela já viveu até agora, ou seja 1 ano, mas se a criança tem 5 anos o próximo natal corresponderá apenas 20% do que ela viveu e se tiver 10 aninhos a apenas 10% de sua vida e isto vai diminuindo gradativamente até no meu caso, por exemplo, 40 aninhos – um ano é tão somente 2,5% de minha vida.

Ninguém deve ficar apavorado com isto. Embora meu propósito seja mais de refletir, para este caso, tenho uma sugestão e que procuro fazer sempre que possível. Em primeiro lugar é necessário viver o mais intensamente o quanto seja plausível, faça coisas novas e diferentes, viaje para lugares diferentes de bela natureza ou culturais, onde a história do local seja estudada por você, assim você vive e sente uma história nova e não apenas passa pelo lugar, quando for em locais de bela natureza pare, sinta a natureza, veja o nascer ou por do sol, viva e experimente que você faz parte deste conjunto. Faça cursos o quanto possíveis forem, leia muito e intensamente, novos conhecimentos sempre nos dão mais vida, ainda que não nos dêem mais anos de vida nos darão mais vida nos anos que tivermos pela frente. Assista a bons filmes, vá ao teatro, converse sobre os assuntos e temas mais diversos, mas principalmente por aqueles que não sejam fúteis, a futilidade também é importante para descontrair, para quebrar uma tensão, para relaxar, mas não deve ser uma rotina em nossa vida, pois a futilidade é muito boa para passar o tempo ou seja quando não temos nada o que fazer, mas se isto estiver ocorrendo com freqüência é porque já estamos jogando fora o nosso tempo.

Lembro-me bem há alguns anos quando ainda estava no segundo grau no SENAC um professor que disse para a turma - aproveitem o seu tempo agora que vocês podem estudar, fazer outros cursos além deste que vocês fazem apenas durante 4 horas do seu dia, eu ouvia isto e refletia: - é verdade, meu pai e meu irmão ficam no trabalho de 8 horas até as 19 horas e eu só estudo das 13 às 17 horas, isto fez com que eu passasse a fazer outros cursos aproveitando que estava no SENAC fazendo meu 2* grau e lá há diversos cursos bem baratinhos. (perdi a conta de quantos fiz).

Hoje ouço sempre as pessoas dizendo que não tem tempo para isto ou para aquilo, engraçado como estas mesmas pessoas tem tempo para futilidades. Acho que na verdade nós somos por essência preguiçosos, é mais fácil sentar em frente ao televisor e ir apertando o controlo remoto e mudando de uma besteira para outra, de uma futilidade para outra. É... depois quando agente vai ver... já passou um dia, outro, depois um mês, outro e assim vão os anos.

Não façamos isto! Lutemos contra a preguiça, lutemos contra a futilidade, contra a rotina, da mesma forma que devemos lutar contra a doença tomando medicamentos ou nos alimentando, mesmo que o apetite seja perdido na anomalia, como também ocorre para os exercícios físicos: temos preguiça em faze-los, mas depois que passamos a praticar nos sentimos mais dispostos e saudáveis. Corpo sano em mente sana, certo? Muito bem! Vejo o tempo assim também, quando procuramos ocupa-lo sabiamente e o preenchemos com sabedorias ou com um lazer agradável e útil ou com algo que verdadeiramente nos preencha satisfatoriamente, percebemos que o tempo é algo agradável e olhamos para trás com satisfação ao verificar que preenchemos o nosso tempo ou o nosso ser com coisas que podem ser “medidas” e às vezes até reverenciadas por nós mesmos e pelos outros.
Bom tempo, bem ocupado, para você neste ano!!



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