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O mundo vai acabar? O homem pode ser eterno no Planeta?


Este texto terá mais perguntas do que respostas, desde já agradeço ao leitor que queira contribuir com um comentário ou venha a ajudar com alguma eventual resposta ou mesmos com novas perguntas.

Começamos então com alguns questionamentos:

Se o Mundo nunca acabasse e se o homem conseguisse ser eterno no Planeta o que isso acarretaria?

A possibilidade da eternidade no Planeta seria uma dádiva ou maldição?

Bem, se pensarmos seja no magistério da Fé, ou ainda no da Ciência, são poucas as pessoas que não ambicionariam a eternidade. Certamente as pessoas religiosas pleiteiam a eternidade no pós-vida material; as pessoas não religiosas ou que não creiam em uma vida espiritual também desejariam uma eternidade aqui mesmo neste Planeta ou em outro planeta para o qual possamos viajar no futuro.

Notamos facilmente que até mesmo pessoas religiosas, ainda que não questionem ou reflitam os seus dogmas religiosos relativos ao pós-vida, querem prolongar a vida aqui na terra ao máximo possível. Dificilmente encontramos pessoas relativamente jovens que digam de coração sincero: - “viver é bom mas eu preferiria já estar na outra vida...”

Bem amigo leitor, independentemente da religião de cada um, na maioria das vezes queremos prolongar nossa vida aqui na Terra o quanto seja possível, aliás não é por isso e para isso que buscamos nos alimentar bem, fazer exercícios, lazer e até mesmo cuidar da vida espiritual? Alguns vão dizer: - “eu faço isso para viver melhor, não para aumentar o meu tempo de vida neste planeta”. Bem, isso é verdade sei que há pessoas que pensam assim, mas esses são poucos.

Fizemos com que a Vida Humana fosse prolongada, e isso está ocorrendo aos poucos no Planeta. A vida humana de fato está se prolongando na Terra. Hoje temos, ainda que para poucos, poucos mesmo! Uma condição de habitação, alimentação, saúde, condições hospitalares, operações cirúrgicas, transplantes, medicamentos, vitaminas, academias, diversos locais para o lazer, e possibilidade de viagem do hemisfério que esteja frio para o quente ou vice-versa em poucas horas. E tantas outras condições materiais que de fato fazem com que algumas pessoas possam viver melhor e durante mais tempo.

A prova disso é o problema com a previdência que já está ocorrendo em vários países no mundo. A média de estimativa de vida está subindo verdadeiramente e progressivamente a cada década, a cada ano que passa.

Há paises desenvolvidos que a idade média é muito alta, muito alta mesmo e são tantos aposentados que o risco de “quebra” da previdência já é eminente .

Como seriam as condições quanto à previdência (aposentadoria) para um homem eterno?

Já temos hoje esse problema com a Previdência. E isso só pelo fato da vida humana está durando mais, imagine se a vida fosse eterna aqui no planeta, como seria? Ou não haveria condições de aposentadoria e você teria que trabalhar eternamente, ou você morreria por não ter condições de se alimentar e subsistir (lembremos que mesmo máquinas precisam de energia e manutenção) e assim de qualquer maneira acabaria com a possibilidade de sua eternidade.

Aí está um bom motivo para procurar trabalhar em algo que você ame mesmo fazer, imagine ter que trabalhar toda a eternidade em algo que não lhe dê prazer? Então independentemente de sua eternidade procure fazer isso desde já, que tal?

Outra questão que devemos lembrar que provavelmente ocorreria em algum momento, se é que já não esteja ocorrendo, ainda que por outros motivos, é a questão da natalidade controlada rigorosamente devido ao excesso de humanos que passariam a existir neste nosso planetinha azul, aliás será que ele continuará azul? O mundo era imenso, mas está “cada dia menor”. Se não passássemos a um controle rigoroso, viveríamos como ratos uns sobre os outros...

No início do século XIX, aproximadamente em 1802, éramos “apenas” 1 bilhão de habitantes. Hoje somos em 6,6 bilhões (6.600.000.000) de habitantes, nossa população está em explosão demográfica desde a Revolução Industrial que começou na Inglaterra em meados do século XVIII. Há uma estimativa que no final deste século XXI a população mundial atinja a extraordinária quantidade de 11 bilhões (11.000.000.000) de pessoas vivas no Planeta Terra.

Qual seria a quantidade de humanos que estariam aqui no Planeta, quando e se alcançássemos a possibilidade da eternidade? Como seria o planeta com a eternidade, um mundo de idosos? Ou, eternos jovens? Em que momento pararíamos o nosso envelhecimento? Com que idade conservar-nos-íamos. E as crianças e os velhinhos como iriam ser tratadas? Quantos seriam?

Outra questão para considerarmos é a questão econômica, qual seria o limite de crescimento imposto e quem controlaria esse crescimento? A possibilidade de prosperidade se daria para um percentual menor ainda do que se dá hoje? E o pior: nem todos poderiam ser eternos?

Sabe-se hoje que muitos morrem sedo, por não terem condições mínimas de saneamento básico, alimentação, moradia etc, isso é um fato para a maioria da população mundial, de qualquer maneira morrem mas sabem que os outros (“ricos”) morrerão também, mas saber que outros serão eternos enquanto você vai morrer é outra coisa.

Como ficariam as questões dogmáticas religiosas?

Como seria para as pessoas que tem fé na vida após a vida saber que poderiam optar em se manter aqui eternamente ou morrer para nascer na vida espiritual? É provável que, como vimos, essa vida eterna na Terra não seria para todo mundo, só para um grupo privilegiado que conseguisse alcançar as condições financeiras necessárias para a eternidade terrena e esses teriam que decidir seus destinos... Ficar aqui ou ir para o “milagre-surpresa” do pós-vida? Esses “privilegiados”, teriam que escolher o seu destino: A Vida Eterna na Terra, ou A Vida Eterna na Espiritualidade (e sem saber que vida teriam lá...)

Estou começando a achar que o paraíso é mesmo para os “pobres” e que é mais fácil um Rico passar pelo buraco de uma agulha do que entrar no Céu.

Em fim, será que a Natureza ou Deus não sabe o que faz? Creio que seja melhor, nascer, crescer, viver, aprender e depois morrer. Assim se dá chance a novos seres humanos nascerem, viverem e morrerem. Esse é um processo natural da Vida e é um aprendizado dos mais profundos que se possa imaginar. Desse Jeito nós refletimos, e pensamos de maneira não egoísta, tive a minha chance, agora é a vez das novas gerações...

Você ainda quer ser eterno? Bem, procure fazer algo para a humanidade, algo que faça as pessoas lembrarem de você, os seus filhos, os seus netos e outras gerações, assim você será eterno. Plante uma árvore, escreva um livro, tenha um filho, ou pelo menos poste um comentário neste artigo...


Abraços do
Benito Pepe

P.S. Dedico este texto ao amigo Vicemar Barbosa


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O Cristão e a Bebida Alcoólica: O cristão pode tomar bebidas alcoólicas?



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O Cristão Pode trabalhar em uma empresa de bebidas alcoólicas, ou tomar bebidas alcoólicas?

Este artigo eu escrevi há alguns anos atrás quando um vendedor que trabalhava em minha empresa, uma agência de automóveis, obteve uma proposta para trabalhar em uma empresa de cervejas como vendedor de seus produtos para barzinhos e restaurantes.

Na ocasião ele ficou cheio de dúvidas pois, por ser cristão evangélico, achava que não poderia vender bebidas alcoólicas. Ele veio então até a mim e pediu minha opinião, por saber que eu era religioso mas não fanático e com algum conhecimento fora do dogmatismo. Na época preferi responder a ele com este pequeno texto que publico agora.

É preciso em primeiro lugar conhecer um pouco do assunto em pauta e lembrarmos a origem de algumas bebidas. Por exemplo: o vinho e a cerveja. Estas são bebidas historicamente conhecidas e milenares para não falarmos de outras relativamente mais recentes como a nossa brasileiríssima cachaça desenvolvida inicialmente na época dos escravos pelos próprios e para o consumo deles. Porém ficarei com o vinho e a cerveja pois sem dúvida são saudáveis desde que bebidas moderadamente, é bom lembrar. E para quem não tenha o problema da doença do alcoolismo, é claro....

O Vinho é uma bebida que vem sendo produzida, desde o 4º milênio antes de Cristo ou seja há 6.000 anos, isto ocorreu na mesopotâmia (hoje Iraque e Síria) mas existem especulações que a produção do vinho possa ser mais antiga ainda. A vinicultura chegou à Europa através do Egito, Grécia e Espanha.

A Cerveja, considerando-a em sentido amplo nas suas diferentes espécies e variantes, não existe outra bebida mais antiga ou mais universal do que a cerveja. Sua invenção remonta à do processo de fermentação dos cereais, 8.000 antes de Cristo ou seja há 10.000 anos atrás, precedendo pois, de milênios as primeiras grandes civilizações conhecidas. Alegrou os primeiros ócios de sociedades estáveis e, aos poucos, ganhou o mundo só perdendo para o vinho em produção ou consumo nas regiões e países particularmente voltados para a viticultura.

As qualidades tônicas, energéticas e diuréticas da cerveja são conhecidas desde a antiguidade. Hipócrates (460-377 a.C.), o pai da medicina, considerava-a um medicamento precioso.

Quanto ao vinho dispensa-se comentários, é sem dúvidas a bebida mais saudável e é a bebida por excelência.

Bem, tendo visto isso vamos agora entender o porquê das diferentes bebidas para cada região do planeta. É simples..., se estivermos no frio bebemos de preferência bebidas “quentes” e o contrário é evidente, estando em locais quentes bebemos as frias (geladas), mas isto não é regra pois como se sabe a Alemanha é um dos maiores consumidores e produtores de cervejas, mas a verdade para a regra é que a Itália é a maior produtora de vinho do mundo.

O que importa ao nosso tema é que o consumo de vinho é muito grande na região e deve ser lógico que a população da época de Jesus de Nazaré consumia a saborosa e saudável bebida: o Vinho.

Vamos aos indícios do consumo de vinho na época de Jesus:

Temos exemplos em muitos dos livros da coleção chamada Bíblia sagrada onde se narra claramente comparações feitas através das vinhas e das videiras que como se sabe é de onde é feito o Vinho.

Já no Antigo Testamento, que são os livros anteriores à vinda de Jesus, temos em Isaias 5,1 e seguintes, comparações feitas com a qualidade da uva comparando-as com Israel (o povo “primitivo”, escolhido por Deus bem antes de Jesus vir à terra e que não fez jus a esta escolha, esperava-se uma qualidade de uva, mas teve-se uvas azedas).

Jesus retoma este mesmo tema o aprofundando e utiliza-se da mesma comparação com a parábola dos vinhateiros homicidas em Mateus 21, 33 e seguintes.

Outras comparações têm ainda em Mateus 20, 1 a 16 com a parábola dos trabalhadores da vinha onde Jesus compara trabalhadores contratados para a vinha e que independente da hora que começaram no serviço recebem o mesmo salário, em outras palavras independente da hora de nossa conversão temos o mesmo valor de quem está na caminhada há mais tempo ou ainda dos que ainda virão.

Em João 15, 1 e seguintes Jesus mesmo se compara a uma videira e nós somos os ramos que devemos dar frutos.

Mas as videiras eram para produzir sucos de uva ou vinhos não alcoólicos?

Vamos agora parar um pouco com as parábolas e vamos narrar fatos mais convincentes para os Crentes (os que crêem em Deus e no Cristianismo). Temos em João 2, 1 a 12 a narrativa do primeiro milagre de Jesus quando em uma festa de casamento em Caná da Galiléia acaba o vinho e Jesus transforma água em vinho. O Texto também deixa claro que o vinho embriagava pois se nota a melhor qualidade do ultimo vinho após muitos já estarem embriagados.

Novamente em Mateus 26, 26 a 29 Jesus faz a sua ceia pascal com os discípulos e enquanto comiam tinham à mesa, entre os alimentos, Pão e Vinho, o que devia ser de costume, e Jesus tomando um pão o abençoa e os dá aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei isto é o meu corpo" depois toma um cálice de vinho e diz: "Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue o sangue da nova e eterna aliança que é derramado por muitos para a remissão dos pecados.." em outros textos temos o complemento "Fazei isto em memória de mim.”

Acredito que fica claríssimo e que todos os indícios mostram que Jesus não somente nunca condenou o Vinho e seu consumo moderado como também é bem provável que ele próprio o tomava ao menos em ocasiões especiais, se não fosse assim ele não teria transformado água em vinho na festa em Caná da Galiléia e também não teria instituído a eucaristia usando o vinho. Ele poderia até não beber, mas é claro que não tinha nada contra aos que bebiam moderadamente.

Infelizmente não temos em escritos tudo o que Cristo Jesus nos ensinou em sua Doutrina e tudo mais que ele viveu com os apóstolos, no entanto somos sabedores dos resumos de sua obra e entre eles a máxima: "Amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo", por tanto para tudo na vida haverá limites, vide exemplo em I Coríntios 11, 20 a 22 quando Paulo adverte a comunidade de Corintios que quando se reuniam para a Ceia do Senhor (Conforme recomendado por Jesus) alguns, infelizmente muitas vezes erravam abusando na bebida pois: "enquanto um passa fome, o outro fica embriagado.".....

Devemos lembrar outro fato importante, não podem comer frutos do mar, como crustáceos, quem tenha alergia a eles, logicamente para a bebida é a mesma coisa, se uma pessoa sabe que tem problemas com a bebida ela não deve beber em hipótese nenhuma.

Nesta mesma linha de raciocínio. Se você vai fazer uma festa em sua casa com frutos do mar, camarão etc. mas sabe que um dos convidados tem alergia a eles, é de bom senso que, ou você disponibilize outros alimentos, ou não convide tal pessoa. O mesmo ocorre para a bebida.

Para finalizar eu faço um questionamento. Será que precisaríamos retirar da Bíblia os livros ou Evangelhos como os de João para agradar aos que não crêem no fato de que o vinho era tomado pelos discípulos de Cristo (que já era alcoólico, pois é uma bebida fermentada como também o é a cerveja que naturalmente não era a bebida da região de Israel). Bem, esta é apenas uma interrogação.

Tudo isso não significa que Jesus queria ver bêbados, muito pelo contrário. A bebedeira sempre foi repudiada, mas parece ficar claro que o Mestre não tinha nada contra um bom vinho e quem sabe não fora por acaso que o primeiro milagre relatado e a ultima ceia tenham tido o vinho em destaque e em evidência tão expressa.

Para os que conservam os 73 livros da Bíblia, podemos ainda verificar em Eclesiástico Capítulo 31 dos versículos 25 ou 31 (depende da tradução) até o 31 ou 42; onde fica claríssima a questão sobre o vinho e seu consumo não deixando dúvida alguma do assunto comentado.

Para finalizar quero que fique muito claro o seguinte: remédios quando tomados em excesso podem até matar, embora na sua dosagem correta sejam benéficos.

Quero dizer com isso que, se você não consegue beber apenas uma ou duas taças de vinho (quando no tempo frio) ou um ou dois copos de cerveja ou chope (no tempo quente), é melhor não beber. O “remédio” precisa de uma dosagem, não do excesso.

É claro que se você se exceder “um pouquinho” uma vez ou outra em momentos especiais e alegres de sua vida, sem riscos nenhum nem para você, nem para outrem, você não irá para o Inferno por isso.

Agora, se você vê a bebida como algo indispensável em sua vida e você não consegue viver sem ela, é melhor repensar a sua vida e essa relação. Lembremo-nos que qualquer coisa que nos prenda e nos faça escravos deve ser refutada, seja o que for, até mesmo um “simples” refrigerante ou barras de chocolate...


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Bibliografia

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Edições Paulinas.


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O que é Páscoa, qual a origem da Páscoa?



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Este Artigo eu já havia publicado há alguns anos atrás, hoje faço uma nova edição e o republico incluindo alguns pontos que foram questionados ou levantados pelos leitores da edição anterior, e complemento com outros dados. Esteja à vontade para comentar, questionar ou completar algo mais...

Começamos com o Carnaval, depois vem a 4º feira de Cinzas, em seguida inicia-se a Quaresma, vem a Semana Santa e por fim o triunfo do Cristianismo: a Páscoa! Mas há uma história aí... e algumas perguntas surgem:

O que é Quaresma?
A Quaresma são os 40 dias que antecedem ao Domingo de Ramos (início da Semana Santa) que triunfa no Domingo da Páscoa Cristã. A Quaresma começa na 4º feira de cinzas logo após o carnaval.

O que é Semana Santa?
A Semana Santa é aquela semana que os Cristãos relembram a entrada, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém, ele teria entrado em um domingo que precede a 6º feira que ele fora Crucificado (6º feira Santa) Alguns Cristãos relembram a reverência que foi dada ao mestre Jesus através de uma saudação com Ramos e folhas de Palmeiras lá em Jerusalém quando Jesus entrou na Cidade. É o chamado Domingo de Ramos, as pessoas vão à missa e levam para suas casas um pedaço de ramo como lembrança.
Vamos então a pergunta principal deste artigo...

O que é Páscoa, quando surgiu a páscoa? Ou seja: Qual a origem da Páscoa?
Antes de tudo faço um pequeno parêntese para falar da etimologia da palavra “Páscoa” que vem do aramaico pasha, ou pelo hebraico pesach, de significado discutível: para uns, deriva do hebraico pasah (saltar, pular, “Passagem”), originalmente referente a uma dança ritual; para outros, significa a passagem do sol por seu ponto mais alto numa certa constelação. No livro do Êxodo (Ex 12:13-22) a palavra relaciona-se à noite em que Iavé feriu os primogênitos do Egito e poupou (ou "saltou") as casas de israelitas, cujas travessas das portas estavam pintadas com o sangue do cordeiro pascal. (posteriormente esse cordeiro – imolado a Deus - deixa de ser um animal e passa a ser o próprio Jesus Cristo o cordeiro imolado a Deus, pelos pecados da humanidade).
Feito esse parêntese é interessante lembrar que muitos de nós ficamos felizes com a Semana Santa, com a Páscoa, momentos de nos confraternizar, nos alegrar, de dar e receber Ovos de Páscoa... Mas porquê isso? Bem, para quem ao menos gosta da História, dos símbolos e da essência dos fatos e atos ocorridos, vale continuar a leitura...
Já há alguns milênios (3,5) os Judeus já comemoravam a Páscoa. Mas como? Jesus Cristo não havia nem mesmo nascido! É verdade. No início, as comemorações da “Páscoa” já eram nesta época do ano: Março ou Abril (primavera no hemisfério norte) inicialmente era para comemorar as colheitas. Era, portanto, a festa das colheitas. A alegria de festejar e “bebemorar” com o sucesso de um período trabalhado e seus frutos (na verdade a festa da colheita era 50 dias após a páscoa). (1)

Muito bem! Mas os Pais religiosos dos Cristãos, os Judeus, foram escravizados no Egito (Império naquela época). Permaneceram como escravos muitos anos... Até que, com ajuda de Deus, conseguiram sair da escravidão e voltar à terra prometida e foi o que ocorreu por coincidência ou projeto Divino também nesta mesma época da Páscoa e, assim, então, a comemoração mais importante dos Judeus passou a ser a da Passagem (Páscoa), do Êxodo, da libertação da terra do Egito.

E agora onde está a Páscoa Cristã? A nossa Páscoa (passagem), que é, sem dúvida, a maior Festa e a maior comemoração de todas as festas Cristãs, ocorre exatamente neste mesmo período do ano, pois mais uma vez por coincidência ou projeto Divino, se passa também nesta época.

O Verbo (eterno) que é a palavra, se fez carne e veio habitar entre nós e após um pequeno período aqui na terra (3 anos) nos mostrou que nós também somos eternos, pois o que vivemos é uma Páscoa, ou seja, uma PASSAGEM! Assim sendo, Jesus o Cristo nos mostrou que aqui é apenas um local de passagem e acima de tudo é um lugar de Aprendizagem. Portanto o mais importante não é o que construímos materialmente, mas, sim, o que construímos espiritualmente. Jesus, após ser crucificado e morto, na época da festa da Páscoa judaica, pois ele havia ido até Jerusalém para as comemorações judaicas do êxodo (ele também era Judeu), Ressuscita no 3º dia e aparece aos seus discípulos algumas vezes.

Portanto, os “Cristãos”, comemoram esta época do ano como a maior de todas as festas, assim, ela é mais importante que o próprio Natal (“Nascimento de Jesus”). O Calendário Gregoriano conta os anos desde o nascimento de Cristo, mas na verdade a contagem mais “importante”, e que devem totalizar uns 1975 anos de comemorações, é a Páscoa Cristã.

É bom lembrar que toda missa de domingo ou alguns cultos é a celebração da Páscoa Cristã e nela é relembrado este sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição. O Domingo é Santo pois foi o dia em que Jesus Ressuscitou!

E o que significam os símbolos da páscoa?
Para quê os Ovos de Páscoa, e o Coelho de Páscoa...? Mais engraçado ainda é a musica: “coelhinho da páscoa o que troces p’ra mim, um ovo”... (coelho não bota Ovo!...) De qualquer maneira o raciocínio é sempre lógico como também às vezes é a Fé! Como para os Cristãos a verdadeira Vida é a Vida após esta Páscoa (Passagem) assim temos que comemorar essa nova Vida! E o que é melhor para simbolizar a vida do que o Ovo?! E o Coelho.. é lógico! Como o bichinho procria, não é mesmo? Bem, devemos lembrar também que os fatos e símbolos foram incididos em um outro mundo - o chamado mundo velho (berço da humanidade) - e com Suas Culturas, portanto também é importante lembrar que tudo em História se deve Contemporizar.

Na realidade esses símbolos que o Cristianismo “toma como seus”, eram símbolos pagãos. O Ovo para os egípcios, hindus, chineses, entre outros povos milenares era e é um símbolo da Vida, e até mesmo da Origem da Vida de alguns deuses e do próprio Universo (eles eram e muitos ainda são politeístas). O Coelho representa também a fecundidade, a fertilidade, a vida! Também se sabe que o Coelho simbolizava a Lua. A data da Festa da páscoa é definida pela lua, e é após a 1ª Lua cheia depois do início da Primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul; esse é o Domingo de Páscoa! Ocorre portanto próximo a um equinócio.

De qualquer forma o que importa é o coração e a mente do Cristão, entender esses símbolos deve ser acima de tudo um “saber” de como a História sempre será contada pelo “vencedor”! Esse fato de nós do mundo ocidental incorporarmos símbolos e representações pagãs à nossa Fé, ocorre em outras ocasiões como a própria data do nascimento de Jesus Cristo que, por não se saber qual é a data correta, se definiu, ou melhor permutou-se uma outra data pagã a “Festa do Sol” tornou-se o Natal (nascimento de Jesus) e nós nem nos lembramos disso... O Vencedor faz com que sejam esquecidas (ofuscadas) as outras datas e simbolismos antigos.

Concluindo...
O mais importante é que a Passagem (ou pulo) por esta Terra, por este Planeta, é o que temos consciência neste momento, quanto ao futuro temos a Esperança. Páscoa, portanto, é a passagem, mas não só a passagem desta vida para outra, contudo de toda a passagem por esta Vida, com todos os seus anos de Conhecimentos, Aprendizagens, Vivências e Experiências. Assim, a Páscoa é, em suma, a comemoração da VIDA! E Pela Vida!...

Feliz Páscoa para Você!
Abraços do
Benito Pepe, visite meu novo site clique Aqui!

Outro link relacionado e Interessante:
O que é carnaval, qual é a origem do Carnaval? ....

Nota:
(1) Os cinqüenta (50) dias após a Páscoa Cristã, se referem ao Pentecostes que foi quando Jesus Cristo deixa o Espírito Santo aos Apóstolos. Mas anteriormente na época precedente aos próprios Israelitas as "festas" eram distintas: Páscoa e Ázimos. O Ázimo era uma festa agrícola que começou a ser celebrada somente em Canaã e só foi unida à festa da Páscoa posteriormente.
Mais detalhes vide Textos e Notas de Rodapé da Bíblia de Jerusalém (edições Paulinas).

Bibliografia
BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Edições Paulinas.
Enciclopédia Barsa Planeta Internacional.

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O que é Carnaval, qual é a origem do Carnaval?



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Há muita controvérsia quando se fala em carnaval, dizem haver apologias obscuras e de origem pagã, outros só vêem uma festa como outra qualquer. Bem, vamos discorrer um pouco sobre este tema historicamente até os dias de hoje; o que é Carnaval e qual é a origem do Carnaval?

O carnaval é uma das festas mais populares do Brasil para não se dizer a maior de todas. Ocorrem diversas manifestações por todo o país com características particulares. Na Bahia por exemplo há os famosos, e agora internacionais, “Trio-elétricos”. Em Pernambuco e região o “Frevo”. No Rio de Janeiro ocorre o conhecido internacionalmente desfile das escolas de Samba apresentando o maior show do mundo. E essa festa não ocorre só no Brasil mas em diversos países.
O momento mais forte são os 3 dias que precedem a quaresma (quarenta dias antes da Páscoa) que inicia na 4º feira de cinzas. Nesse momento o povo se vale da etimologia da palavra, carnevale, que pode significar que a carne vale naquele momento, ou seja, não precisa se abster da carne pois a quaresma começa na 4º feira de cinzas aí sim se deve abster da carne e dos prazeres da carne durante o período que antecede à Páscoa.

No Verbete “Carnaval” na Enciclopédia Barsa se lê:

Não se sabe ao certo qual a origem da palavra carnaval. Na opinião de Antenor Nascentes, se aplicava originariamente à terça-feira gorda, a partir de quando a Igreja Católica proibia o consumo de carne. Outros etimólogos propõem como origem o baixo latim carnelevamen, modificado mais tarde em carne, vale! que significa "adeus, carne!" Carnelevamen pode ser interpretado como carnis levamen, "prazer da carne", antes das tristezas e continências que marcam o período da Quaresma.

Nem sempre foram aceitas as festividades carnavalescas pela Igreja Católica e muito menos por outras congregações religiosas cristãs. As atitudes desregradas e as apologias não são aceitas pelo cristianismo e em particular pela Igreja Católica e ainda causam litígios constantes na “passarela do samba” nos desfiles das “escolas” por causa de situações que deixam conflitos entre ambos. Apesar de tudo há uma certa tolerância por parte da Igreja, e é ela própria que define a data para o inicio da quaresma e portanto para o carnaval ou carne vale antes da quaresma. Esta festa do carnaval acaba em penitência, na tristeza das cinzas.

Onde surgiu o carnaval?

Sua origem na verdade é obscura, acreditá-se que tinha relação religiosa em honra ao ressurgimento da primavera (hemisfério norte). E mais provavelmente e historicamente mais recentemente teve seu apoio em celebrações de caráter orgíaco a exemplo das bacanais e das saturnais romanas. Portanto sua origem recente é pagã.

Como disse,

A origem do carnaval é também objeto de controvérsia, mas tem sido freqüentemente atribuída à sobrevivência e evolução do culto de Ísis, das bacanais, lupercais e saturnais romanas, das festas em homenagem a Dioniso, na Grécia, e até mesmo das festas dos inocentes e dos doidos, na Idade Média. Por sucessivos processos de deformação e abrandamento, essas festas teriam dado origem aos carnavais dos tempos modernos, como os que se realizam em Nice, Paris, Roma, Veneza, Nápoles, Florença, Munique e Colônia. Independentemente de sua origem, é certo que o carnaval já existia na antiguidade clássica e até mesmo na pré-clássica, com danças ruidosas, máscaras e a licenciosidade que se conservam até a época contemporânea. (Enciclopédia Barsa)

O Carnaval na Época do Renascimento e tempos modernos

Na modernidade o carnaval perde suas características originais e deixa de ser uma festa com outros propósitos a não ser o da diversão. (vide no final deste texto que algo parecido ocorre com a data do Natal – 25 de dezembro)

Introduzido pelo papa Paulo II, o baile de máscaras começou a fazer sucesso nos séculos XV e XVI, na Itália e também na França, onde sobreviveu durante a revolução francesa e depois dela, com um período de renascimento entre 1830 e 1850. Ainda no século XIX, em Londres, ficou famoso o baile promovido pelo Instituto Real de Pintores e Aquarelistas em 1884, quando os artistas ingleses se fantasiaram com máscaras dos mestres do passado ou de príncipes e monarcas amigos.

O carnaval transformou-se, assim, numa celebração ordeira de caráter artístico, com bailes e desfiles alegóricos, forma que iria aos poucos desaparecer na Europa, entre o final do século XIX e início do século XX. Essas características, no entanto, sobreviveram em carnavais de algumas cidades européias, entre as quais Munique e Nice.

Como vemos o Carnaval teve uma origem paga, mas com o passar do tempo foi adquirindo outros propósitos e hoje a grande maioria dos foliões só vêem no Carnaval uma festa popular para brincar, pular e se divertir.

O Carnaval no Brasil

O entrudo português constituiu, no Brasil colonial e monárquico, a forma mais comum de brincar o carnaval. Consistia num folguedo violento: eram atiradas sobre as pessoas água, farinha, cal e outras substâncias que molhavam e sujavam o transeunte. Proibido no Rio de Janeiro pelo prefeito Pereira Passos, em 1904, e alvo de protestos na imprensa, o entrudo civilizou-se progressivamente até o aparecimento de outros instrumentos de brincadeiras: o confete, a serpentina e o lança-perfume.

O Carnaval Carioca

O Zé-Pereira (tocador de bombo) marcou época nos antigos carnavais do Rio de Janeiro. O sapateiro português José Nogueira de Azevedo teria sido o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia carnavalesca com zabumbas e tambores, percutidos em passeata pelas ruas. Meio século mais tarde, o ator Francisco Correia Vasques encenou uma paródia de Les Pompiers de Nanterre (Os bombeiros de Nanterre), na qual cantou a quadrinha que celebrizou o já consagrado personagem carnavalesco: "E viva o Zé-Pereira / Pois que a ninguém faz mal / Viva a bebedeira / Nos dias de carnaval."

Sociedades carnavalescas

O carnaval como em qualquer outra atividade popular há e houve organizações com objetivos mais nobres.

As grandes sociedades que apareceram na segunda metade do século XIX não se limitavam aos desfiles carnavalescos. Seu prestígio se apoiava também em atividades sociais e políticas. Os integrantes das sociedades eram cidadãos participantes da vida nacional, abolicionistas e republicanos, e os grandes clubes funcionavam também como sociedades literárias e musicais. Nos chamados carros de crítica, tomavam posição contra abusos e erros das autoridades ou a propósito de questões em que a coletividade estivesse empenhada.

Escolas de samba

Algo “parecido” com as sociedades carnavalescas ocorrem em algumas escolas de samba do Rio de Janeiro, é o caso de escolas que promovem assistências sócias, curso para a comunidade, e tantas outras atividades sociais em suas quadras. Também há escolas que promovem bons enredos com ensinamento histórico relevante, é feito um bom trabalho de pesquisas e é apresentado ao público um show inesquecível de cultura e maravilhas. Como disse “Joãozinho trinta” famoso carnavalesco do Rio de Janeiro a alegria é uma das maiores energias que o homem já conheceu. Em suas próprias palavras:

...depois da energia elétrica, que pôde fazer a revolução industrial, o que fez, depois da energia atômica, que pode fazer tudo, mas, também, acabar com tudo, eu acredito que a energia mais importante é a sua Vida - eu falo por experiência, com convicção -, que a mais importante energia da vida se chama alegria. A alegria é capaz de dinamizar, de energizar, a vida em todas as suas nuances. (1)

Lembrando um pouco as origens das escolas de samba no Rio de Janeiro...

A Deixa Falar, do bairro do Estácio, que reunia os sambistas Nilton Bastos, Ismael Silva e Alcebíades Barcelos (Bide), foi a primeira escola de samba do Rio de Janeiro, fundada em 1928. A praça Onze foi eleita pelos sambistas para as concentrações nos domingos e terças-feiras de carnaval. Logo se multiplicaram as agremiações, algumas das quais desapareceram com pouco tempo de existência e outras prosperaram, como a Estação Primeira, do morro da Mangueira; a Vai Como Pode, futura Portela, do bairro de Madureira, e outras.

Considerações finais e uma piadinha Cristã

O fato é que hoje as pessoas que brincam nas ruas, vão para os blocos de carnaval, para clubes com seus filhos, vão à Passarela do Samba assistir aos desfiles das suas “escolas” e tantas outras festividades; essas pessoas não têm nenhuma idéia da origem e da história do Carnaval, o que elas querem é brincar e se divertir. Não entendo porque ainda há pessoas que dizem que o Carnaval é a festa do diabo, aliás uma vez eu estava em um retiro espiritual no período carnavalesco e o padre contou a seguinte piada:

Um senhor disse para outro - dizem que o inferno é igual ao carnaval a carne vale, podemos fazer o que queremos, prazeres carnais à vontade, mulheres, musica, bebidas à vontade etc. Se o inferno é assim eu quero ir para lá. Então esse senhor morreu e foi para o inferno, ao chegar lá o calor era tanto que ele ardia em brasas, era um calor infernal (claro estava no inferno). Bem o fato é que ele foi conversar com o capeta chefe. – olha meu “amigo”, me disseram que o inferno era igual ao carnaval e agora estou eu aqui nesse lugar muito diferente do “samba” que vivia no meu país, o que está havendo? O chefe do calorento recinto disse: meu camarada aquele era apenas o departamento de marketing do inferno...

Uma Observação final!

Não esqueçamos que o dia de Natal, 25 de dezembro, também teve nessa data uma outra origem pagã, era a festa do Sol o início do inverno no hemisfério norte. Por exemplo em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno.

Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol.

Só em 350 e por decreto do papa Júlio I que o nascimento de Cristo passou a ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.

E não por isso deixamos de comemorar esta data como se fosse a do nascimento de Cristo, por não sabermos qual é data real, modificamos uma outra “festa paga” para nossos propósitos cristãos, e quem é que se lembra disso?

Bem, acho que o que mais interessa é o coração da pessoa, a onde ele está, e qual é o seu propósito. Aliás há cristãos até dentro de igrejas com propósitos menos nobres do que alguns carnavalescos.

Bom Carne vale,
Abraços do
Benito Pepe, Visite meu novo Site, Clique Aqui!!

Outros Links Interessantes:
O que é Páscoa, qual a origem da Páscoa?

Nota:
(1) “Joãozinho trinta” - João Clemente Jorge Trinta - em entrevista para “Brasília em Dia”

Bibliografia
Barsa Planeta Internacional Ltda.
Enciclopédia Mirador

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É Natal... mas é para todo o mundo?


O mundo por mais que pensemos que faça parte da mesma Nave espacial chamada Terra, antagonicamente parece não estar na mesma nave. Viajamos todos na mesma espaçonave pelo imenso cosmos, mas estamos tão “distantes” uns dos outros que ainda que com a globalização, a Internet, os satélites, a televisão e todas as parafernálias contemporâneas, continuamos distantes uns dos outros. Isso não é culpa só nossa, acredito que seja culpa daqueles que apesar de terem acesso, poder e mais facilidade à comunicação, paradoxalmente se comunicam menos...

Há não muito tempo conhecíamos nossos vizinhos, tínhamos conhecimento de todos moradores de nossa rua, do nosso bairro e em algumas cidades pequenas todos se conheciam. No mundo contemporâneo ainda que com todos os acessórios possíveis e imagináveis para a comunicação entre as pessoas, se conhece pouco dos seres humanos.

Interessante é que as mesmas parafernálias que facilitam nossa comunicação e “informação”, são nossos próprios adversários para esta comunicação e interação com as pessoas. Vejamos alguns exemplos: a televisão excelente meio de comunicação, uma das maiores invenções recentes da humanidade. Mas é a própria televisão que tirou e tira muitas pessoas do conviveu social. Um dia desses, eu fui jantar com meu irmão em um restaurante e fiquei chocado com o que observei... era hora da novela da Rede Globo, estavam todos assistindo à TV, inclusive os funcionários do restaurante. Impressionante é que ninguém trocava uma palavra, eu me senti até constrangido em falar, não podia atrapalhar as várias pessoas nas diversas mesas que jantavam sem se quer olhar a comida que engoliam. Todos olhavam somente a televisão, impressionante!

Outra invenção maravilhosa para a humanidade sem dúvida foi o computador e a Internet, mas quantas pessoas vivem aqui enclausuradas neste mundo virtual? Esquecem ou nem sabem mais conversar ao vivo, é isso mesmo! Sabemos que algumas pessoas “teclam muito bem”, mas quando vão conversar fora da rede se perdem, são como peixinhos que presos na “rede” se batem até cansar, quando cansam param de se bater, se tirados da “rede” permanecem sem se mover... estão mortos!!

Em outro artigo comentei sobre o número de cristãos no mundo: 33% são os que “comemoram” o nascimento de Cristo, mas mesmo neste 1/3 da humanidade cristã uma grande parte nem se quer se lembra do aniversariante, pior ainda, não se lembra de sua mensagem, de sua orientação à boa conduta de vida salutar, e com certeza, faria com que todos desta Nave espacial se sentissem verdadeiramente na mesma nave, no mesmo mundo. Isto não ocorre sabemos disto. Sabemos que além de a maioria do planeta não ser de cristãos, os “poucos” mais de 2 bilhões que se dizem cristãos, em sua maioria não vivem o cristianismo. Não quero polemizar, porém não podemos esquecer das violências que países preponderantemente ditos cristãos e até com seus dirigentes confessando a mesma fé, invadem, violentam, matam, e comentem todos os pecados que não poderiam nem se quer pensar em cometer.

Estamos na mesma nave? Estamos no mesmo planeta? Impressionante que os que querem profetizar um novo mundo, mostrar a outros povos do outro lado da nave que a nossa “cultura,” a nossa “liberdade,” o nosso “capitalismo,” a nossa “fé” é melhor que a deles, fazem isto transgredindo nossos próprios conceitos cristãos e de boa conduta moral, puxa vida! Como pode!?

Caro amigo leitor eu reconheço que o terrorismo deve ser banido, reconheço que muitas filosofias de vida contrariam nosso modo de pensar, contudo não podemos esquecer que algumas culturas são milenares e muito mais antigas que as nossas. Não há aqui um certo nem um errado. Há diferenças, e elas devem fazer com que cresçamos juntos, não que nos separemos mais e mais definitivamente. É como eu saber uma piada e você outra, eu conto a que sei a você e você me conta a que sabe, agora saberemos duas piadas cada um, entende?

Como se pode vencer o fogo com o fogo? É impossível apagar um incêndio com o próprio fogo. É necessário água para se apagar o fogo, da mesma forma se quisemos acabar com um deserto não vamos lá e poremos mais “areia”... não se pode acabar com o ódio através de mais ódio, precisá-se é de amor. É com amor que se combate o ódio. Se este mundo do lado de cá tivesse entendido mesmo os ensinamentos do aniversariante Jesus, o nosso mestre que deixou-nos sua doutrina neste planeta há dois milênios, estaríamos com certeza na mesma nave espacial...

FELIZ NATAL!?!

Abraços do Benito Pepe


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